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Uma Aventura… no Ministério da Educação

Isabel Alçada, professora e escritora portuguesa, co-autora da série literária juvenil Uma Aventura foi nomeada ministra da educação a 27 de Setembro de 2009 pelo governo de José Sócrates (sim, esse tal meu amigo). Como se não bastasse a incessante luta com os Professores pelos estatutos dos 2ºs ou os resultados obtidos pelos alunos do 10º ao 12º ano de escolaridade nos exames nacionais, eis que Alçada (outra grande amiga, avizinha-se) mete a pata na poça. Strike treeeee, you’re out!

Divulgados os resultados dos exames nacionais do ano 2009/2010, em que a Física e Química A, a Matemática A e B e a Português as médias obtidas foram TODAS negativas e abaixo dos 9,2 valores (valores para a disciplina de Português), a escritora e agora ministra, vá-se lá saber porquê ou porque não, esqueceu-se que cargo desempenhava – se de ministra se de escritora e fantasista de contos infantis – e vai daí veio dizer que pretendia acabar com os chumbos no ensino. Bam! Assim mesmo como uma bomba. Sem esclarecer mais nada, apenas acabar com eles. Toda a gente passa, porque, segundo ela, o sistema de chumbo “não tem contribuído para a qualidade do sistema e que “A alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado“.

Que formas?! Não disse. Sejam elas quais forem também não vejo como pode esta medida ser benéfica, sobretudo para os alunos. Sim eu sei, que grande maluco achar que esta medida devia ser tomada em prol dos alunos e que o ministério os devia servir a eles e não a si mesmo. Passar um aluno que não quer nada com a escola não o está a ajudar. Está, isso sim, a prejudicar aqueles que levam com ele! Parece-me que vai ser aqui que a medida vai falhar redondamente, porque, além de levar os alunos que já aprendiam pouco a aprender nada, leva junto com esses os que de facto têm mérito nas notas que têm, seja por serem dotados intelectualmente seja por estudarem bastante. Um aluno não pode ser deixado sem pressão, não nestas idades. É com a pressão do chumbo, das baixas notas, dos pais e dos próprios colegas que maior parte dos alunos passam de ano. Retirem-lhes isso e esses passam a chumbar, sem chumbar. Um aluno deve, acima de tudo, ser instruído a obter responsabilidade, autonomia. Num sistema de ensino perfeito, convinha que saíssem homens e mulheres do 12º ano. O que esta medida faz é exactamente o contrário. Retira-lhes peso dos ombros e preocupações para que redireccionem o seu tempo não a pensar como irão passar de ano mas sim a fazer outra coisa qualquer que à escola nem diz respeito.

O ministério da educação devia ser do governo para os alunos e não do governo para o governo. Mas sim, eu sei, que grande tolo que eu sou!

“Tudo vale a pena…”

Escrever um post é mais do que juntar palavras. Num mundo metaforicamente perfeito, escrever um post está para o escritor, como pintar um quadro para um pintor. Mais do que saber as palavras correctas, a sintaxe perfeita e dominar a gramática, é preciso sentir o que se escreve. Daí que as melhores intervenções que um escritor pode ter é quando o seu estado emocional sofre oscilações – ou muita alegria, ou muita tristeza. A mim dá-me para escrever nestes momentos. É nestes momentos que parece que entro em piloto automático e a cena sai com naturalidade. Foi para estes momentos que criei o Blog!

Infelizmente hoje escrevo mais com tristeza do que com alegria. Infelizmente ou não. É um turbilhão de emoções ainda difíceis de digerir. Foi tudo tão rápido. Acabou tudo tão depressa quanto começou. Se fechasse os olhos e acordasse passado uns minutos tenho a certeza que acordaria ainda no campo, ou no balneário, junto dos meus jogadores. Era lá que deviamos estar, num mundo realmente perfeito. Foi injusto, foi cruel! Não por mim mas pela equipa. Pelos meus jogadores. Meus por todo o trabalho desenvolvido a par do Duarte para fazer de um conjunto de bons jogadores, uma óptima equipa. Meus pela dedicação, pela entrega, pelo companheirismo. Pela amizade.

Foda-se, tinha saudades de jogar Futebol! Isto sim é futebol. É mais do que jogar à bola. É misturar o jogar na rua com a classe de jogar na relva. É lutar, é gritar, é sofrer, é vencer… Aquele apito final matou-me. Tinhamos tentado tanto, para tão pouco. Não por mim, mas pelo grupo. Se ao menos eu tivesse corrido mais, ou tivesse incentivado mais, ou… sei lá! Sermos arrumados assim não. Foi injusto. Sinto que falhei para com vocês e isso matou-me, no apito final.

Apesar de tudo isto, de termos sido arrumados e de provavelmente termos perdido uma oportunidade de vencer o torneio, sinto que ganhamos, mais do que uma equipa, um grupo. Começamos de pé e perdemos de pé. Como os verdadeiros campeões. Arrumados sem perder. Pela diferença de golos. Golos esses conseguidos de forma estranha. Mesmo assim com uma arbitragem (mais uma vez!) vergonhosa. Só assim malta. Só assim nos conseguiram parar!

Mas calma… que neste torneio ganhamos mais do que o que perdemos. Ganhamos uma equipa para vários anos! Porque tenho a certeza que ninguém se recusará a jogar numa equipa em que todos remam para o mesmo lado. Em que todos lutam de igual para igual, seja com que equipa for. Agradeço-vos a TODOS por estas duas semanas em que (re)aprendi a viver o futebol.

Obrigado QTA, obrigado amigos! Até amanhã :)

QTA Team

Uma Foto e uma Música [1]

Plagiando o Marco do Bitaites, e com falta de tempo e/ou originalidade para escrever o que quer que seja, deixo-vos aqui uma foto e uma música até porque amanhã tenho exame e já devia estar a dormir. Às vezes dá de facto vontade de rezar e esperar que as coisas corram melhor mas, e o Renato aqui discorda comigo, de pouco adianta! Boa sorte a mim.

Prayer vs Hard Work

Prayer vs Hard Work

Música: Better Man – Pearl Jam

Flash of Genius

Adoro filmes baseados em histórias verídicas! Primeiro porque dão uma outra dimensão ao filme – espécie de realismo – e depois porque são sempre relatados de uma forma muito mais espectacular do que o que realmente se passou. O último que vi foi “Flash of Genius“. A IMDb dá-lhe apenas 6.9/10 de pontuação mas, como se trata da IMDb, nunca é de fiar nestas pontuações pois eles classificam tudo e mais alguma coisa, como os guarda-roupas ou se o gajo tem catotas no nariz ou não. A minha classificação de filmes, normalmente, tem 4 classificações:

  • Não presta / 2h de vida perdidas – onde encaixo TODOS os filmes da saga Twilight porque, bem espremidos, não dão sumo para um copo sequer;
  • Vê-se – é o típico filme que não perderei tempo a ver repetido quando passar para televisão em canal aberto – TODOS os Harry Potter após o “Pedra Filosofal”;
  • Recomendo / Bom – é um filme já bastante bom. Vê-se bem. Normalmente tem uma storyline simples mas que me consegue prender à televisão – destaco 23, Shutter Island, The Road;
  • Excelente / não me canso de ver – nesta categoria há poucos. Que me lembre, até aos dias de hoje destaco apenas um: The Pursuit of Happiness. Posso dizer que já o vi, seguramente, mais de 10 vezes. Tem uma história bastante profunda, é baseado numa história verídica e tem como actor principal o fantástico Will Smith (um dos meus actores favoritos).

Posto isto, encaixaria Flash of Genius entre a 3ª e 4ª categoria. É um filme que se vê MUITO bem! A história relata a vida de um Engenheiro na década de 60 que, a caminho de casa com a sua família, num dia de chuva, tem um rasgo de génio – “Porque é que os limpa pára-brisas não funcionam de x em x segundos como as pálpebras dos olhos?“. Bob Kearns, interpretado por Greg Kinnear, recebe assim um conjunto de propostas por parte das grandes companhias automóveis da época (em destaque a FORD) para a obtenção da  sua invenção mas algo corre mal. A FORD apodera-se de um modelo do engenho e começa a incorporar, em larga escala, o limpa pára-brisas intermitente em todos os seus modelos, sem respeitar as patentes. Kearns, revoltado, entra num comportamento de auto-destruição em busca da justiça e do reconhecimento da sua invenção mas lutar contra um dos maiores impérios industriais daquele tempo não foi tarefa fácil.

O momento alto do filme passa-se em pleno tribunal onde, Kearns, decide representar-se a si próprio apesar de não ter qualquer formação na área. É um filme que recomendo vivamente!

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