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“Tudo vale a pena…”

Escrever um post é mais do que juntar palavras. Num mundo metaforicamente perfeito, escrever um post está para o escritor, como pintar um quadro para um pintor. Mais do que saber as palavras correctas, a sintaxe perfeita e dominar a gramática, é preciso sentir o que se escreve. Daí que as melhores intervenções que um escritor pode ter é quando o seu estado emocional sofre oscilações – ou muita alegria, ou muita tristeza. A mim dá-me para escrever nestes momentos. É nestes momentos que parece que entro em piloto automático e a cena sai com naturalidade. Foi para estes momentos que criei o Blog!

Infelizmente hoje escrevo mais com tristeza do que com alegria. Infelizmente ou não. É um turbilhão de emoções ainda difíceis de digerir. Foi tudo tão rápido. Acabou tudo tão depressa quanto começou. Se fechasse os olhos e acordasse passado uns minutos tenho a certeza que acordaria ainda no campo, ou no balneário, junto dos meus jogadores. Era lá que deviamos estar, num mundo realmente perfeito. Foi injusto, foi cruel! Não por mim mas pela equipa. Pelos meus jogadores. Meus por todo o trabalho desenvolvido a par do Duarte para fazer de um conjunto de bons jogadores, uma óptima equipa. Meus pela dedicação, pela entrega, pelo companheirismo. Pela amizade.

Foda-se, tinha saudades de jogar Futebol! Isto sim é futebol. É mais do que jogar à bola. É misturar o jogar na rua com a classe de jogar na relva. É lutar, é gritar, é sofrer, é vencer… Aquele apito final matou-me. Tinhamos tentado tanto, para tão pouco. Não por mim, mas pelo grupo. Se ao menos eu tivesse corrido mais, ou tivesse incentivado mais, ou… sei lá! Sermos arrumados assim não. Foi injusto. Sinto que falhei para com vocês e isso matou-me, no apito final.

Apesar de tudo isto, de termos sido arrumados e de provavelmente termos perdido uma oportunidade de vencer o torneio, sinto que ganhamos, mais do que uma equipa, um grupo. Começamos de pé e perdemos de pé. Como os verdadeiros campeões. Arrumados sem perder. Pela diferença de golos. Golos esses conseguidos de forma estranha. Mesmo assim com uma arbitragem (mais uma vez!) vergonhosa. Só assim malta. Só assim nos conseguiram parar!

Mas calma… que neste torneio ganhamos mais do que o que perdemos. Ganhamos uma equipa para vários anos! Porque tenho a certeza que ninguém se recusará a jogar numa equipa em que todos remam para o mesmo lado. Em que todos lutam de igual para igual, seja com que equipa for. Agradeço-vos a TODOS por estas duas semanas em que (re)aprendi a viver o futebol.

Obrigado QTA, obrigado amigos! Até amanhã :)

QTA Team

Solução para a Crise Mundial? Perguntem ao Queiroz…

É oficial. Portugal está fora do Campeonato do Mundo! Se formos a ver tudo o que se passou extra futebol e mesmo ao que se passou dentro das 4 linhas (o facto de parecermos a Grécia a jogar em 2004, tirando quando apanhamos Coreias do Norte) só me ocorre uma frase:

Mas ainda estávamos em prova?

Esta selecção é a selecção mais pobrezinha de que tenho memória ver jogar. Seja em cassetes VHS seja em vídeos do Youtube. O futebol praticado pelos pupilos de Carlos Queiroz é mau de mais para se chegar onde se chegou. Tenho pena sinceramente, porque tinha esperanças de ver um bom jogo entre Costa do Marfim - Espanha mas, em vez disso, fui “obrigado”, mais uma vez, a gramar com 90 minutos de treino (peladinha) da selecção Espanhola. Mas que jogo fraco. Mas que equipa fraca. Mas que vergonha! Fomos enxovalhados táctica e tecnicamente. Não fizemos 5 passes seguidos e, pior do que isso, nem sequer o tentamos. Mas que caralho de desporto é este em que se chuta para a frente, à sorte, na esperança que o desalmado do Cristiano Ronaldo não só apanhe a bola, como finte meia equipa adversária a marque golo? Critiquei o rapaz TODOS os jogos da fase de grupos, mas ao fim de um tempo começo a notar um padrão. Esta selecção só joga para ele. E estas opções não são tomadas pelos jogadores. Quando jogamos sem medo (2º jogo, contra a Coreia do Norte) conseguimos de facto jogar como equipa, com o CR a ser apenas mais um. A culpa do rapaz não jogar rigorosamente nada não é toda dele. É dele na medida em que não é capaz de mandar o treinador estar calado e voltar para Inglaterra!

Scolari

Carlos Queiroz é mau demais para ser verdade. Retira o melhor ponta de lança e melhor jogador hoje, de longe, que tivemos em campo; mete um extremo no lugar dele, um jogador que joga bem é de trás para a frente e não de costas para a baliza, sobretudo quando só fazíamos chegar lá a bola com pontapés de baliza; tira um médio defensivo e mete outro; coloca um verdadeiro ponta de lança em jogo e, repare-se a ironia, mete-o a jogar a extremo. Epa, oh professor, desculpa a linguagem, mas vai com a puta que te pariu. De professor não tens nada. Ainda tentaste ensinar ao Ricardo Costa como jogar a defesa direito ou ao Liedson como fazer de Ronaldo mas, guess what, chumbaram ambos. Da próxima vez (espero bem que para ti não haja uma nesta selecção) mantém o plano curricular e não ponhas 10 milhões de lorpas a comprar Vuvuzelas. A única coisa que vou soprar nos próximos tempos vai ser mesmo de alívio - quando te fores embora e deixares de ser seleccionador.

E espero sinceramente que as recentes palavras do CR, mais as do Deco, mais o caso Nani só venham confirmar o mau treinador que foste desde que foste contratado.

Finalmente, acabou!

Incrível! Fantástico! Épico! É assim que este post começa e assim que deverá acabar. Os últimos três dias foram vividos in loco por todos os amantes do ténis mundial. Não, o Federer não venceu o Nadal, nem o Nadal conseguiu vencer num jogo memorável.

O que se passou foi que, dois homens, sem que nada o fizesse prever, decidiram dar um autêntico espectáculo naquele que ficará conhecido, muito provavelmente, como o mais longo jogo de ténis, a nível profissional, de sempre!

Isner-Mahut

O norte-americano John Isner e o francês Nicolas Mahut estiveram 11 horas e 5 minutos em campo em partida a contar para a primeira ronda do Torneio de Wimbledon; disputaram um 5.º set que terminou com 70-68 e foram necessários 3 dias para se conhecer um vencedor (duas vezes adiado por falta de iluminação)! Ganhou Isner, por 6-4, 3-6, 6-7 (7), 7-6 (3) e 70-68.

O confronto entre Isner, 23º cabeça-de-série, e Mahut, vindo da qualificação – 149º do Ranking Mundial, em nada fazia prever uma maratona deste tipo. Todavia, os jogadores entraram num tira-teimas no quinto set (só este parcial foi disputado em 8 horas e 11 minutos) em que ninguém cedia no seu jogo de serviço. O anterior recorde, de 6 horas e 33 minutos, perdurava há 6 anos e tinha sido obtido pelos franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clement, num épico também de 3 dias que terminou com o triunfo de Santoro, por 6-4, 6-3, 6-7 (5), 3-6 e 16-14.

Isner Vence

Ao todo registaram-se 215 ases (112 para Isner e 103 para Mahut), 590 winners (246/244), 91 erros não forçados (52/39) e 31 duplas-faltas (10/21).

Verdadeiramente INCRÍVEL!

Ainda as Vuvuzelas

Aqui fica um vídeo bastante engraçado sobre as Vuvuzelas.

Bom fim-de-semana e bom estudo para mim!

Mundial, Vuvuzelas e a Selecção

3 coisas que vamos ter que gramar nos próximos 30 dias. De 11 de Junho a 11 de Julho tem início e fim um dos Mundiais mais controversos de sempre da história do Futebol. Confesso-me um admirador nato do Futebol. Jogo, adoro jogar e adoro ver jogar. A única coisa que me faz confusão é apenas ser notícia aquilo que, reparem na ironia, nada tem a ver com o desporto. Tanta paneleirice faz com que uma pessoa, para ver um jogo de futebol, tenha que gramar com 3 semanas de notícias a falar do mesmo – o não futebol! O faz de conta. O Ronaldo e o Mourinho e a forma deste e a forma daquele. E os patriotas?! Um espectáculo…

Soweto

Bairro da lata - Soweto, África

Estádio Nelson Mandela

Estádio Nelson Mandela - custou $450 milhões

Em cima o Soweto – pessoas vivem num clima de terror constantemente, abafadas pelos assaltos, pela fome, pelas doenças, pelas guerras, pela miséria. Abafadas pelas mesmas Vuvuzelas que fazem nascer estádios do outro lado como o Estádio Moses Mabhida, que custou cerca de 450 Milhões de dólares – em baixo.

É por isso que cada vez menos sou capaz de ver um jogo inteiro de Futebol que não seja puro, ao vivo, sem circos e/ou montagens.

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