Adoro filmes baseados em histórias verídicas! Primeiro porque dão uma outra dimensão ao filme – espécie de realismo – e depois porque são sempre relatados de uma forma muito mais espectacular do que o que realmente se passou. O último que vi foi “Flash of Genius“. A IMDb dá-lhe apenas 6.9/10 de pontuação mas, como se trata da IMDb, nunca é de fiar nestas pontuações pois eles classificam tudo e mais alguma coisa, como os guarda-roupas ou se o gajo tem catotas no nariz ou não. A minha classificação de filmes, normalmente, tem 4 classificações:
- Não presta / 2h de vida perdidas – onde encaixo TODOS os filmes da saga Twilight porque, bem espremidos, não dão sumo para um copo sequer;
- Vê-se – é o típico filme que não perderei tempo a ver repetido quando passar para televisão em canal aberto – TODOS os Harry Potter após o “Pedra Filosofal”;
- Recomendo / Bom – é um filme já bastante bom. Vê-se bem. Normalmente tem uma storyline simples mas que me consegue prender à televisão – destaco 23, Shutter Island, The Road;
- Excelente / não me canso de ver – nesta categoria há poucos. Que me lembre, até aos dias de hoje destaco apenas um: The Pursuit of Happiness. Posso dizer que já o vi, seguramente, mais de 10 vezes. Tem uma história bastante profunda, é baseado numa história verídica e tem como actor principal o fantástico Will Smith (um dos meus actores favoritos).
Posto isto, encaixaria Flash of Genius entre a 3ª e 4ª categoria. É um filme que se vê MUITO bem! A história relata a vida de um Engenheiro na década de 60 que, a caminho de casa com a sua família, num dia de chuva, tem um rasgo de génio – “Porque é que os limpa pára-brisas não funcionam de x em x segundos como as pálpebras dos olhos?“. Bob Kearns, interpretado por Greg Kinnear, recebe assim um conjunto de propostas por parte das grandes companhias automóveis da época (em destaque a FORD) para a obtenção da sua invenção mas algo corre mal. A FORD apodera-se de um modelo do engenho e começa a incorporar, em larga escala, o limpa pára-brisas intermitente em todos os seus modelos, sem respeitar as patentes. Kearns, revoltado, entra num comportamento de auto-destruição em busca da justiça e do reconhecimento da sua invenção mas lutar contra um dos maiores impérios industriais daquele tempo não foi tarefa fácil.
O momento alto do filme passa-se em pleno tribunal onde, Kearns, decide representar-se a si próprio apesar de não ter qualquer formação na área. É um filme que recomendo vivamente!

Se podia fazer dinheiro com o Blog? Poder podia, mas não era a mesma coisa…
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